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Notas no Ar - Michel Freidenson Clique e compre o seu

“Neste CD, homenageio grandes compositores e apresento composições de minha autoria. Procuro, através da espontaneidade e liberdade que a música proporciona, emocionar e unir as pessoas, celebrar a vida através da música.”


Michel Freidenson

Michel Freidenson - Biografia

Nascido em São Paulo em 14 de Agosto de 1961, Michel iniciou seus estudos de música aos cinco anos tocando violão. Bisneto do Maestro Nello Morpurgo, a música sempre esteve presente em sua vida.

Seu Pai, Jayme Freidenson (i.m.) adorava música e era baterista amador. Sua mãe Marilia Freidenson é poetisa, escritora, pesquisadora e todo sábado aconteciam encontros musicais, "Jam Sessions" em sua residência no Brooklin – SP, com a presença de músicos profissionais e amadores. Desde pequeno Michel esteve em contato com Bossa Nova e Jazz, ouvindo Oscar Peterson, Dave Brubeck, Modern Jazz Quartet, Ella Fitzgerald, Tom Jobim, Elis Regina, Hermeto Paschoal, César Camargo Mariano e muitos outros da "época de ouro" da Bossa Nova. Quando Michel tinha seis anos, seu Pai recebeu um Piano como parte de pagamento em um negócio, e o Piano ficou na sala da casa. Passado algum tempo disse que o Piano seria vendido já que nenhum dos filhos se animou à tocar. Fernando, o irmão mais velho, assim como Roberto, o mais novo gostavam de bateria. Para surpresa de todos Michel em alguns dias tirou de ouvido a música que seu Pai gostava, "Ponteio" de Edu Lobo. Seu talento como compositor se revelou muito cedo. Aos sete anos criou músicas como "Elefante", "Eu ando Flutuando", "Bossa a Dois" entre outras. O Piano de marca Steck é sua grande testemunha musical e até hoje o acompanha em seu estúdio.

Michel revelou grande intimidade e prazer no contato com o Piano. Motivado pelos seus Pais e seu Tio Paulo Levi, e os queridos amigos músicos da família que se reuniam nas mágicas noites de sábado Roberto Ribeiro de Souza (i.m.), Décio Branco de Mello (Dedé), Benê Chiaradia, Jorge Fragoso, Giselda & Jonas (i.m.), Marilda, Fefé, todos considerados por Michel como seus "mestres", começou a estudar Piano com a Professora. Arlete Ognibene que, com paciência e generosidade deixava Michel viajar pela música em suas aulas, sem se prender ao ensino "formal" das notas.

Roberto Ribeiro de Souza (i.m.) foi o grande (re) encontro musical que Michel teve na vida. Roberto, um grande violonista era o "Maestro" dos encontros musicais de sábado. Ensinou para Michel a grande dimensão da música, sua emoção e sensações, sua importância na vida das pessoas e o poder que ela pode ter para fazer um mundo melhor. As aulas de música de Roberto eram cheias de magia. Ele ensinava música, não notas. Muitas vezes colocava discos e explicava as intenções dos arranjos, dos solistas de diversos instrumentos. Quando pegava o violão tocava, tocava e tocava, sempre com muito prazer até ter a certeza que Michel tinha captado pelo som, não pelas palavras nem anotações. Aliás seu Pai Jayme Freidenson foi o melhor exemplo do entusiasmo de celebrar a vida através da música.

Pouco tempo depois do falecimento de Roberto, durante alguns meses Michel sonhou o mesmo sonho, muito vivo, o de se encontrar com Roberto em uma sala com um Piano que era acionado sem as mãos, apenas com as idéias musicais. As teclas "acendiam" com luzes coloridas de acordo com a idéia musical mentalmente transmitida.

Dos 14 aos 16 anos Michel estudou no Clam, escola do renomado grupo Zimbo Trio com os Profs. Hamilton Godoy, Edgard Thomé, Fernando e Deusy. Dois interessantes encontros aconteceram nesta época: O baixista Chico Valente ouviu Michel tocar no Clam, e em outra ocasião ouviu o saxofonista e flautista Teco Cardoso, também aluno, e resolveu apresentar os dois em um encontro na casa de Teco. Quando Michel chegou, logo começou a tocar no maravilhoso Piano Steinway que estava na sala. Teco pegou sua flauta e sem nada haver sido combinado antes, tocaram exatamente uma mesma seqüência de notas musicais, ao mesmo tempo, um momento musical lindo em uníssono. Como era a primeira vez de Michel na casa de Teco, não conhecia seus Pais. Então chegou um casal que Michel pensou serem os Pais do Teco. O senhor se aproximou do Piano e elogiava o jeito de Michel tocar. Michel convidou então o senhor para tocar um pouco, que não aceitou...Michel disse "toque um pouco, aqui ninguém toca muito bem..." então o senhor, muito gentil, se sentou ao Piano e em 2 segundos fez um arpejo musical tão rápido que saiu "fumaça" das teclas... Vendo o olhar surpreso de Michel, ele disse - "Não repara não, menino...acabei de fazer um concerto no Teatro Municipal de São Paulo, sou grande amigo da família Cardoso e a Mãe do Teco, D. Norma Guerreiro Cardoso foi quem virou as páginas da partitura para mim". Depois disso Michel virou uma espécie de "mascote" do grande pianista brasileiro Jaques Klein (i.m.), quando se encontravam Jaques dizia que Michel tirou um grande "sarro" ao dizer "aqui ninguém toca bem...". Os Pais do Teco, D. Norma Guerreiro Cardoso, exímia pianista, e Chico Cardoso sempre foram grandes incentivadores das carreiras musicais de Teco e Michel. A casa deles era freqüentada e hospedava a "nata" da música erudita, como o Pianista Arnaldo Cohem entre outros, e abrigou os ensaios do grupo musical "Sempre às Terças" que Michel, Teco, o baterista Semy e o baixista Chico Valente formaram.

Michel tocou profissionalmente pela 1ª vez aos 13 anos no restaurante Baiúca Jardins – SP, com o músico Zé Bicão (i.m.). Sua 1ª gravação foi aos 14 nos estúdios da RCA na R. Dona Veridiana, SP, com o baixista Otávio Fialho (i.m.) e o Teco. A Tia do Otávio trabalhava lá, e havia conseguido 5 minutos (!) de estúdio para o sobrinho. Vários diretores da RCA acabaram assistindo a gravação e se encantaram com o talento das "crianças".

Depois de cursar o primário e ginásio na Escola Jockey Club de São Paulo, Michel fez o colegial no curso técnico de mecânica de precisão na Escola SENAI Suíço - Brasileira, a qual seu irmão mais velho Fernando já frequentava. O curso era em período integral e anos depois, Michel enxergou a contribuição adquirida no estudo de matérias como química, eletrônica, física em seu raciocínio musical. No 2º ano do SENAI Michel venceu cinco dos seis prêmios possíveis no festival de música da escola concorrendo com três composições de sua autoria – 1º Lugar, 2º Lugar, Melhor Arranjo, Melhor Letra, Melhor Músico.

Naquela época o músico, critico musical e historiador Zuza Homem de Mello tinha um maravilhoso programa musical na Rádio Jovem Pan AM e Marilia Freidenson arriscou um convite para que Zuza fosse assistir ao festival. Zuza não só foi, como encorajou Michel à seguir a carreira artística, se transformando assim numa espécie de "guru" musical de Michel. Foi uma inesquecível demonstração de carinho e generosidade por parte de Zuza, e a realização de um sonho para Michel.

Aos 15 anos Michel já tocava em diversos clubes de jazz em São Paulo (Penicilina, Lei Seca, Vou Vivendo, Chez Bernard entre outros) com músicos como o inesquecível baixista Nico Assumpção (i.m.), o grande e até hoje parceiro baterista Duda Neves, Bocato (trombone), Claudio Celso (guitarra), Filó Machado (voz & violão) que também convidava Michel com freqüência para gravar em seus CDs, a querida compositora arranjadora e flautista Léa Freire, o querido amigo Sizão Machado (baixista), o guitarrista Candido Serra, o baixista Paulinho Soveral, os compositores/cantores Juca Novaes e Edú Santana e o sempre irmão ("sócio") talentoso e querido multi - instrumentista Arismar do Espirito Santo. Nesta época o Pai de Michel, Jayme Freidenson (i.m.) costumava ir pegar Michel após os shows (às vezes, no meio!) com o seu ônibus Motor - Home,o qual estacionava em frente aos clubs e buzinava chamando todos para continuar o som em sua própria casa.

A primeira gravação para o mercado publicitário aconteceu no estúdio Matrix dirigido pelos irmãos Tula e Jorginho Minassian e Pança,à convite do renomado compositor e Maestro Théo de Barros,quando Michel tinha 16 anos. Nesta época Michel gravou um especial de piano solo para o famoso programa "Um Piano ao Cair da Tarde" da Rádio Eldorado – AM. Ainda nesta época conheceu o compositor e violonista Kau Batalha. Uma parceria musical e amizade que dura até hoje. Com Kau Batalha, Michel criou e produziu inúmeros Jingles, Trilhas e Spots para publicidade que fizeram muito sucesso. Juntos formaram a Ritmo Produções e a parceria talvez seja a mais bem sucedida nesta área. Kau e Michel trabalham "por telepatia", tal a afinidade musical entre ambos. Kau Batalha é reconhecido como um dos mais criativos compositor / letrista do mercado publicitário. O maior sucesso dos dois pode ser conferido no jingle para o sorvete "Suco de Fruta no Palito" da Kibon, veiculado em Rádio e TV por mais de seis anos. – "É tempo de tomar, suco de fruta no palito da Kibon..."

Após assistir a um workshop do renomado Maestro Nelson Ayres no Conservatório Musical do Brooklin, na saída conheceu outro amigo para a vida toda, o baixista Sylvio Mazzucca Jr. Na casa do "Sylvinho" Michel teve a oportunidade de conhecer seu Pai, o inesquecível Maestro Sylvio Mazzucca (i.m.) que encantou várias gerações com sua orquestra e deixou os melhores exemplos de como a carreira musical é digna e tem que ser levada com seriedade e profissionalismo. O Maestro Sylvio Mazzuca exigia de seus músicos excelência em vários aspectos: pontualidade, comportamento, vestimenta e disciplina ao tocar, cada um cumprindo sua parte formando um "time" só. Por diversas vezes Michel teve a honra de participar como pianista da orquestra do Maestro Sylvio Mazzucca. Sylvinho apresentou Michel ao baterista Antonio Carlos Dal Farra (AC Dal Farra) e junto com Teço Cardoso formaram o grupo instrumental "Zonazul". Algum tempo depois o guitarrista Jarbas Barbosa passou à integrar o grupo. Para Michel, o nome "Zonazul" não se referia ao estacionamento urbano em ruas de SP, e sim à uma Zonazul no espaço, onde em algum paralelo todos os sons estão contidos lá. Cada ser, com sua vibração pode acessar esta zona, e de acordo com sua vibração traz a música de sua sintonia com esta região do cosmos.

O grupo instrumental "Zonazul" teve papel ativo no movimento instrumental de música iniciado em São Paulo à partir dos shows e festivais de música instrumental realizados no Teatro Lira Paulistana. Importantes contatos musicais aconteceram entre músicos como Mane Silveira, Celso Pixinga, Tuco Freire, Jean Arnou, Walmir Gil, Caito Marcondes, Zé Português, Pedrinho Batera (i.m.), Sergei Celligoi e Ulisses Rocha. Convidados pela maravilhosa cantora Jane Duboc e Luca Sálvia o "Zonazul" gravou pelo selo "Som da Gente" de Walter Santos, Tereza Souza, Rifka e Carla Popovic os LPs "Zonazul" e "Luzanoz", lançados em vários países do mundo. Michel assinou a maioria das composições do grupo. Nesta época seu Pai Jayme Freidenson trabalhava na cidade de Salvador – Bahia, onde a família Freidenson costumava passar as férias. Havia um club de Jazz próximo ao Hotel onde ficavam, onde Michel dava suas "escapadas" para tocar, e não queriam a volta de Michel para SP. Nestes tempos conheceu os melhores amigos de seu pai na Bahia, Amanda e Mario de Carvalho. Uma amizade especial com os filhos Caio Mario e Renato se criou ali. Caio é multi - instrumentista, compositor, saxofonista, publicitário e empreendedor. Caio e Michel são amigos desde esta época e parceiros em vários projetos ligados à música e arte em geral.

Aos 18 anos Michel iniciou seus estudos na faculdade de Administração de Empresas da FAAP. (Fundação Armando Álvares Penteado). Numa noite muito especial, ao chegar da faculdade Michel encontrou em sua casa seus Pais, Marilia e Jayme, os amigos de sempre Dedé, Flávia |(irmã da Patrícia) e para sua total surpresa o Mestre César Camargo Mariano. Todos queriam que César ouvisse Michel tocar, o que Michel fez com muita honra. Tempos depois o Zonazul participou do programa de TV "Um toque de Classe" que César apresentava na TV Manchete – RJ, sempre com o apoio e incentivo do querido Décio Branco de Mello (Dedé), que viria a empresariar César Camargo mariano em suas apresentações.

Trancou a matrícula na FAAP depois de 02 anos do curso e se propôs a trabalhar na noite paulistana. No período de 02 anos conheceu muitos músicos, fez amigos, "encarou" inúmeros desafios musicais com cantores(as), ampliou seu repertório como músico acompanhante e solista. Sem nenhuma pressão familiar, resolveu que deveria concluir seus estudos de administração na FAAP. Chegara a conclusão de que não era esse seu objetivo profissional como músico. Os horários noturnos não permitiam as atividades diurnas em estúdio. Nesta época, Michel viu no MASP (Museu de Arte de São Paulo) um cartaz divulgando um concurso internacional para pianistas - "Martial Solal International Jazz Piano Competition" - que se realizaria em Paris, França. Enviou uma fita K - 7 para pré-seleção (era um concurso mundial) e veio a resposta da organização convidando Michel para participar como pré-selecionado. Em Paris, após algumas etapas eliminatórias vencidas, Michel começou a entender a importância deste concurso. Várias pessoas presentes (incluindo alguns jurados) elogiavam o desprendimento musical e arrojo de sua participação, mas lembravam que a maioria dos jurados era da escola clássica do Jazz, mais cool e tonal. Michel estava na efervescência de seus 22 anos. Ao não se classificar para a última etapa quando sairiam os 05 finalistas, Michel compôs no apartamento de seu amigo músico e anfitrião Phelipe Kadosch a música mais solicitada em seus shows até hoje, cujo título resume sua participação no concurso: "Je Suis Desoleé" (Por não ter vencido!). Brincadeiras à parte, foi mais uma grande experiência. Também nesta época, o maior trompetista do Brasil de todos os tempos Márcio Montarroyos, de passagem por São Paulo, ouviu Michel tocando no Sanja e imediatamente convidou - o para tocar em seu show no Circo Voador na cidade do Rio de Janeiro que se realizaria alguns dias depois. Márcio "quebrou" certo clima de disputa entre músicos do Rio e SP, apresentando Michel para a comunidade musical carioca com grande entusiasmo e generosidade. Ainda hoje Michel e Márcio tocam juntos e recentemente brilharam no "North Sea Jazz Festival - 2004" - The Haag, Holanda, aonde Márcio se apresentou como convidado especial do "Michel Freidenson Jazz Quartet".

Michel retornou às aulas na FAAP e se formou em Administração de Empresas com especialização em Marketing. Exatamente no dia de sua formatura em 1982, recebeu o convite da amiga querida Jane Duboc, para que junto com Filó Machado, participassem do "Projeto Pixinguinha", na região centro - oeste do Brasil. A partir deste convite, seguiram - se mais de 07 anos de shows e turnês no Brasil e exterior com diversos artistas. Veio a grande Leny de Andrade, Lô Borges, Raul de Souza, Fafá de Belém, Márcio Montarroyos, Djavan, Tim Maia, entremeado por apresentações e gravações esporádicas com artistas como Eliete Negreiros, Vania Bastos, Eduardo Gudim, Fábio Jr., Francis Hime, Hermeto Paschoal, Ana Caram entre outros.

A convite da FAAP, Michel lecionou "Som do Filme II" no curso de Comunicações com especialização em Rádio e TV, entre 1984 e 1985.

Logo após o precoce falecimento de seu Pai Jayme Freidenson aos 54 anos em 1986, um enorme vazio se instalou na alma musical de Michel, de toda familia e amigos dos encontros de sábado.

Em uma inesperada visita, Carla Popovic trouxe o "mago" Hermeto Paschoal para uma visita à casa da familia Freidenson. Hermeto habitualmente dava canjas no som do Zonazul no Sanja, do qual era grande entusiasta. Ao entrar na casa, Hermeto no salão de festas começou a descrever uma pessoa que ele estava "vendo" sentada à bateria. Ele dizia que esta pessoa estava querendo alegria e som, não queria ver ninguem triste. Hermeto descreveu exatamente Jayme Freidenson, suas feições, barba, roupa, tal qual estava Jayme em uma foto em outro aposento da casa. Hermeto não havia conhecido Jayme. Que presente para a familia Freidenson Deus enviou. Em outra visita, Hermeto pediu papel e caneta e escreveu (psicografou) a linda música "Lembrança Eterna", a qual o Zonazul gravou no CD "Luzanóz".

Em 1988 Michel foi ao Rio de Janeiro, convidado pelo amigo baixista Sizão Machado para um "teste" musical com o grande artista brasileiro Djavan. Na casa do Djavan havia um estúdio, e a certa altura Djavan perguntou qual música de sua autoria poderiam tocar juntos. Michel respondeu: qualquer uma! O Sizão era a memória musical do Djavan, sabia mais as músicas de Djavan (eram/são tantas) do que o próprio. A Flávia, Max e João, filhos de Djavan eram crianças. Djavan começou a tocar o violão e cantar, Michel seguia as harmonias com seu swing brasileiro sem problemas até que o Djavan perguntou "como" Michel sabia todas, mesmo as não tão conhecidas - Foi quando Michel revelou, para surpresa do próprio, que estava "lendo" os acordes que Djavan dava ao violão, revelando seu lado multi-instrumentista. A partir daí, se seguiram os ensaios com uma banda de 1º time, com Victor Biglione (guitarra), Téo Lima (bateria), o querido amigo Jorge Barreto (teclados), Gérson (percussão) e o excepcional baixista, amigo e mestre, a quem Michel será sempre grato, Sizão Machado (Baixo). Seguiu-se turnê internacional para América Central e Europa.

Em Janeiro de 1989 Michel se casa com sua querida Beth Freidenson. A festa foi "invadida" lá pelas 02h da madrugada pela banda completa do Hermeto Paschoal, com Carlinhos Malta, Itiberê, Márcio Bahia & Cia. O presente que Hermeto trazia eram duas maravilhosas músicas compostas especialmente para Beth e Michel. Durante a cerimônia religiosa, Teco, AC, Jarbas e Sylvio tocaram a música "Focus 5" do Thijs Van Leer, compositor, pianista e flautista do internacionalmente conhecido grupo Focus. Michel havia conhecido esta música muito tempo antes na casa de Teco, através de D. Norma, "Focus 5" marcou seu coração como sendo uma das mais bonitas e emocionantes músicas que Michel ouviu.

Em 2002, tocando em um clube de Jazz em SP, Michel viu uma turma entrando na casa, onde se destacava um senhor de chapéu com roupa colorida. Ao perguntar quem era, Michel foi informado que era a lendária banda holandesa "Focus" que estava em turnê pela América do Sul, tinham acabado de fazer uma apresentação na cidade e procuravam um lugar para beber e tocar. O poder da música de aproximar as pessoas se comprovava novamente. O autor, em pessoa, da música que acompanha Michel desde os seus 14 anos estava lá, Thijs Van Leer,vindo diretamente da Holanda. Michel começou a tocá - la, o Thijs se aproximou do Piano e foi um momento de muita emoção, com direito a choradeira de ambos. Thijs/banda voltaram no dia seguinte e novamente ficaram até o amanhecer fazendo música.

Dando a volta novamente, o mundo os aproximou em Julho de 2004 quando Michel foi, a convite da organização, participar do North Sea Jazz Festival em Den Haag, Holanda com o seu "Michel Freidenson Jazz Quartet" acompanhado por Duda Neves (bateria), Sylvio Mazzucca Jr. (baixo) e participação especial de Márcio Montarroyos (trompete/flugel horn). O grupo de Michel foi a única atração brasileira instrumental convidada, e sua apresentação foi um enorme sucesso. Ao visitar Thijs em sua residência na Holanda, novamente um grande momento musical aconteceu entre Michel e o já amigo Thijs. Novamente se encontraram em Maio de 2005 com a passagem do "Focus" pelo Brasil. São tantos países no mundo, tantas cidades e a música aproxima pessoas e afinidades através da batuta do Grande Maestro do Céu!

Em 1992 numa tarde de domingo em meio a um churrasco com amigos, Michel recebeu um telefonema urgente da produção do grande artista brasileiro Tim Maia. Sua participação como tecladista era requisitada para o show do Tim que aconteceria momentos depois. Não dava tempo para nada, muito menos ensaiar, e apesar de Michel adorar o Tim e conhecer parte de seu repertório como fã, nunca haviam se encontrado. Como tudo foi muito rápido, ao chegar à antiga casa de espetáculos "Palácio" em Moema, Michel se deu conta que errara de teatro - O show do Tim Maia seria em outra casa, no "Olimpya", Pompéia, do outro lado da cidade de São Paulo! Muito atrasado, teve que entrar pela platéia, carregando nos ombros seu teclado e estante, subiu ao palco dali mesmo. Ao montar o equipamento, viu um "multi cabo" no chão. Ao segui - lo, descobriu um estúdio móvel em um caminhão nos fundos do teatro. Ao perguntar, o pessoal da produção informou que se tratava da gravação de um CD ao vivo! Nisso as cortinas se abriram, Michel voltou correndo ao palco, a super - banda Vitória Régia instalada cumprimentou Michel num gesto com a cabeça e com um "Boa Sorte" no olhar, e o show começou. Nas faixas do CD pode - se ouvir Tim cumprimentando Michel diversas vezes. "Ai Michel, legal, prazer em te conhecer!". O 1º encontro de Michel com Tim foi gravando o CD ao vivo. Dai foram 2 anos de shows sempre lotados pelo Brasil com Michel nos teclados. O CD "Tim Maia - Ao Vivo" vendeu mais de 1 milhão de cópias.

Em 1995, o amigo músico multi-instrumentista e maestro Mario Manga (Premeditando Breque) convidou Michel para participar das gravações do CD "Anjo de Mim" de Ivan Lins do qual era arranjador/produtor, com a participação de músicos feras como Eduardo Gudim, César Camargo Mariano, Sylvio Mazzucca Jr., Téo Lima, Boca Livre, entre outros. Michel sempre foi fã de Ivan Lins, foi mais um sonho que se realizou desta vez duplamente, já que gravaria no mesmo CD com o Mestre César Camargo Mariano. Por acaso, Ivan havia estado nos estúdios de Michel pouco tempo antes, para ouvir um arranjo "a la Weather Report" que Michel fez a seu pedido de uma de suas composições. No dia da gravação, Michel gravou em algumas faixas coberturas nos teclados. Ao mostrar a faixa "Bom seria, Bom vai ser" para Michel, Ivan pediu que Michel brincasse com as notas do Piano Acústico e fizesse um pequeno solo na parte final. Ivan se entusiasmou tanto com o que Michel estava tocando ao Piano que o "pequeno solo" na parte final da música ficou "grande", o que pode ser conferido no CD "Anjo de Mim". Uma curiosidade: A conexão musical/energética de Ivan Lins com Michel se manifestou novamente em um show do Ivan em São Paulo. Na platéia Michel foi "tocado" por uma imensa emoção ao ouvir Ivan cantando a música "Aqui é o meu País... me diz, como ser feliz em outro lugar...". Houve uma reação física e inexplicável, Michel parou de fumar por 2 anos sem dificuldade alguma espontaneamente, compreendendo que este reflexo físico veio da vontade da alma, de Deus, que quer sempre o melhor para nós e se manifesta das mais misteriosas formas.

Um dia em seu estúdio Michel recebeu a visita de um talentoso tecladista que queria tirar um solo que Michel havia gravado na faixa "Atmosfera" no CD do grande baixista Celso Pixinga. A partir deste encontro, nasceu a amizade entre Michel e Corciolli. Michel identificou o jeito musical diferente de Corciolli, a onda "new age" estava invadindo o planeta. Como não havia nenhuma gravadora brasileira especializada no assunto, Michel incentivou o amigo a enveredar por este caminho, disponibilizando seus estúdios para o Corciolli gravar o seu 1º CD. A arte do CD (capa, libreto, etc.) ficou por conta do designer Fernando Davi Freidenson, irmão de Michel que tinha seu escritório de design anexo ao estúdio. Corciolli mergulhou neste caminho fundou a gravadora a Azul Music. Durante um bom período, Fernando Freidenson fez a direção de arte e a parte gráfica das produções e também atuou no papel de "cupido", pois apresentou o Corciolli para uma querida amiga de infância da familia Freidenson - a Heidi, que viria a ser sua esposa. Heidi é filha da querida D. Isolde Altmann, cantora, poeta com quem Michel teve um aprendizado mágico sobre energias da música, da alma, da vida, cuja afinidade resultou em uma gravação de mensagens de relaxamento e cura ao som do improviso musical de Michel, e é um grande tesouro para ambos, com inúmeros resultados para as pessoas que a ouvem, até hoje. Michel tem diversos títulos lançados pela Azul Music. Entre eles destacam - se os CDs "Jazzis"," Eletrobossa"," Eletrobossa Nights" (todos estes em parceria com o baterista e DJ Edson X idealizados pelo Corciolli) e os CDs "Prô Nenê Nanar" - Vol. 1 e 2, nos quais Michel gravou melodias inspirado no momento mágico por ocasião do nascimento de seu filho Leonardo, onde Michel procura um clima musical suave e envolvente como fundo musical para um delicioso soninho do nenê.

Em 1997, Michel recebeu em seus estúdios a visita de dois amigos do grande pianista e cantor brasileiro Dick Farney (Farnésio Dutra da Silva), falecido em 1987. Eles tinham um vasto material com Dick tocando e cantando, gravado em fitas K-7 e em rolo 1/4 de polegada "ao vivo" na residência do próprio Dick nas tardes de sábado quando se reuniam. Após uma longa entrevista com Michel e a produtora da Ritmo e amiga Mara Milani, Dr. Arnaldo da Silva Azevedo e Dr. José Mário Paranhos do Rio Branco confiaram a Michel e Mara a restauração e remasterização das fitas para que as gravações se transformassem em CD. Assim sendo, Michel teve contato mais profundo com este grande artista do qual era fã desde a infância, tendo a honra de participar do processo de recuperação do "tesouro" musical que José Mario e Arnaldo trouxeram. Com o apoio e incentivo do amigo Dr. Eduardo Moreira Ferreira, então Deputado Federal e Presidente da FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), foi produzida uma tiragem limitada de parte do material remasterizado sendo batizado o CD como "Dick Farney - SOLO", que foi distribuído como um presente no natal do ano de 1997 com enorme repercussão, principalmente por resgatar o talento de um grande artista brasileiro que marcou época, reconhecido no Brasil e exterior, cuja obra estava "adormecida" na mídia e no mercado fonográfico. Ainda com base no material original de Arnaldo e José Mário, um segundo CD foi concebido em 2000 - "Dick Farney - Reserva Especial", quando aconteceu um momento musical maravilhoso; Os músicos que faziam parte do "Dick Farney Trio", os lendários e queridos mestres Toninho Pinheiro (i.m) na Bateria e Sabá no Baixo Acústico, a convite de Arnaldo e José Mário realizaram uma "gravação póstuma", juntando - se ao Piano solo do Dick Farney em algumas faixas utilizando canais de gravação separados. Uma aula de afinidade, respeito e emoção da qual Michel teve a honra de ser o produtor artístico. Parecia que haviam tocado "ontem" em algum clube de jazz. Lá pelas 02h da madrugada ao término da gravação, no clima e na emoção daquele momento mágico, um lindo passarinho amarelo pousou na janela do estúdio XRBM e ouviu as gravações juntamente com todos...

No ano de 2002, Michel teve a honra de ser convidado pelos publicitários, produtores e radialistas Ênio Martins e Paulo Mai para que realizasse um show exclusivo para a seguradora Porto Seguro Seguros na casa de espetáculos Bourbon Street Music Club dos amigos Radeska e Herbert Lucas. Michel tocou músicas do CD "Jazzis" (Azul Music) e outras de sua autoria e contou com as participações especiais de Adriana Capparelli cantando, Duda Neves e Sérgio Dellamônica na bateria, do inseparável Sylvio Mazzucca Jr. no baixo e Márcio Montarroyos ao trompete. A casa lotou numa grande noite para todos, e Michel sempre agradece o apoio e a sensibilidade de Jayme Garfinkel e Ismael Caetano por acreditarem e apoiarem através da Porto Seguro Seguros seu talento musical. Foi um grande evento, com transmissão nacional "ao vivo" pela Rádio Eldorado FM e gravação de um CD exclusivo para Porto Seguro, além de significar o retorno de Michel aos palcos, já que por muitos anos se dedicara a gravação de CDs, Jingles, Spots em estúdio. A Ritmo Produções de Michel integra a equipe de gravação do programa de rádio "Jazz Masters" apresentado por Paulo Mai e Sérgio Scarpelli que em 2004, seu 1º ano de exibição pela Eldorado FM conquistou o Prêmio APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) como o Melhor Programa Musical do Rádio.

Michel retomou o contato com a amiga e grande cantora e violonista Ana Caram em 2003, quando gravaram Jingles para publicidade nos estúdios da Ritmo. Participaram com muito sucesso do "Parliament Jazz Festival" (2003) em Moscou. Ana, acompanhada por Michel e banda, brilhou ao lado de "feras" como Al Jarreau, Stanley Clarke, George Duke, Gato Barbieri, Igor Butman entre outros. Ana tem uma sólida carreira internacional há muitos anos, sendo que em seu CD "Rio After Dark" lançado nos EUA contou com a participação do inesquecível e insubstituível Maestro Tom Jobim. Logo após o regresso de Moscou, vivendo a empolgação do sucesso e do reencontro musical, Ana convidou Michel para que juntos gravassem 04 músicas que Ana apresentaria a gravadora Chesky Records em Nova York como idéia para seu próximo CD, que basicamente consistia em tocar "standarts" e clássicos americanos do cinema em ritmo Bossa Nova e músicas brasileiras em Jazz. A Chesky Records é reconhecida internacionalmente pela qualidade técnica e profissional de suas produções, especialmente para audiófilos. Ao ouvir o material que Ana levou, o produtor, pianista e diretor David Chesky topou na hora a gravação, desde que os músicos que haviam gravado participassem da gravação. Para sua surpresa, Ana explicou que os músicos daquele CD eram "um só" - Michel Freidenson - que havia programado artesanalmente todos os instrumentos e arranjos em seus teclados, sem a utilização de loopings. David topou produzir a gravação dessa maneira. Após muito trabalho de pré-produção e com duas composições originais, ("Tempero Brasileiro" e" Linda"), Michel e Ana foram para NY em fevereiro de 2003 com o CD da Ana na memória do "sequencer" de seu teclado. Com a participação do saxofonista e flautista nova iorquino Lawrence Feldman em algumas faixas, e a produção musical do próprio David Chesky, nascia o CD "Hollywood Rio" da querida amiga e parceira musical Ana Caram. Em dezembro de 2004 foi realizado um tour de lançamento do CD "Hollywood Rio" pela Ásia. (Taiwan, Singapore, Thayland)

"São tantas passagens e reencontros maravilhosos!

Gostaria de destacar a importância destas pessoas na minha caminhada nesta vida como a presença de carinho, incentivo e o amor de Beth / Leonardo Freidenson, Marilia / Fernando / Paula / Diogo / Roberto / Rosana / Jayminho / Belinha Freidenson, Nora / Elen / Paulo Levi, Fausto / Heleninha Costa, Clara / Clarisse / Carlos / Kaui / Toninho Aguiar, Ione, Mario / Amanda / Renato / Caio Paes de Andrade, Dadá / Dedé / Fefé / Marilda, Roberto Ribeiro de Souza, Giselda / Jonas, Xelita / Fernanda / Guta / Kau / Eduardo & Familia Batalha, Pepe / Denys Altstut, Denise Mello / Marcelo Richtmann, José Luis de Carvalho, Mara Milani, Tomi Terahata, Sylvio Mazzucca Jr, AC Dal Farra, Duda Neves, Bocato, Léa Freire, Sizão Machado, Tim Maia, Leny de Andrade, Jane Duboc / Paulo Amorim, Zé Luis Burato, Adriana Dré, Thomás Roth, Reinaldo de Lucca, Jorge Helal, Sérgio Augusto Sarapo, Rosa Hirata, Vitor Temponi."

"Acreditar na busca da realização de seus sonhos, por mais difíceis que possam parecer, na certeza de que EXISTE um grande Maestro no Céu que rege nossos encontros e mostra os sinais para que todos sejamos felizes nesta vida, pois ELE sempre só quer o nosso bem."

M.F.

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